O homem veio ter com a madrugada à janela do apartamento.

 

Os lá-foras. Sondar o imenso.

 

Ele come algo que traz à boca com freqüência frenética.

 

Pulsões violetas emolduram-no,

 

Imagino que saiam de seu ânus, ou do de outrem.

 

Olha um caco de lua, leva a mão à boca, parece um símio.

 

De fato. Um símio. O poema de um símio, seus altos cantares.

 

A escuridão recebe seu cuspe, ele fecha a janela.

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