Há o momento (perverso polimorfo) em que o caiçara puxa a camiseta um pouco para cima e descobre sua barriga, para receber o vento atlântico e sondar o ambiente. Ele esfrega a palma da mão esquerda no ventre, sorri e percebe que há um tubo ligando a lua ao seu umbigo. Então ele pode reger as nuvens e colher um ou dois cajus luminosos de galáxias distantes. É o momento profetizado por Nossa Senhora dos Prazeres, que tem aquele rosto deleitoso de quem tomou um talagadinha de boa cachaça, e saúda quem chega à cidade com uma mão apontando o céu, e a outra, a terra.

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